Balanço da Época 2010/2011
No início da época o objectivo traçado pela equipa era o de melhorar o 7º lugar alcançado na temporada anterior. O plantel manteve a sua espinha dorsal (mantiveram-se 14 jogadores e foram 2 juniores promovidos), á qual se juntaram poucos mas bons reforços.
A equipa técnica entretanto desfez-se, com a ida de Zé Amado para o Belenenses, mas acabou por voltar a juntar-se pois Zeca acabou por verificar que as exigências do seu trabalho não lhe permitiam acompanhar devidamente uma equipa profissional. Antes do início da época, porém, já tinha sido tomada uma decisão que se revelou importante no rendimento da equipa ao longo da época, nomeadamente a mudança do modelo de jogo no que respeita á organização ofensiva. Esse facto trouxe algumas dificuldades iniciais de adaptação por parte dos jogadores que, depois de superadas, deram os seus frutos pois a JOMA aumentou substancialmente o número de golos marcados durante esta época.
Mesmo tendo em conta alguns contratempos que prejudicaram a equipa como a impossibilidade de utilizar o pavilhão Municipal durante alguns treinos devido ás infiltrações sempre que chovia, á indisponibilidade de Andrézinho e Filipe Castanheira devido a motivos profissionais e ao abandono de Armando devido a questões familiares (Armando tinha sido o artilheiro da equipa nas 2 últimas épocas com perto de 40 golos e apesar de só ter jogado a 1ª volta este ano era já o melhor marcador da equipa), o grupo foi continuando o seu caminho.
À medida que a equipa foi melhorando, foi galgando lugares na tabela, acabando a 1ª volta na 4ª posição e após atravessar uma fase de 10 jogos seguidos sem perder (9 vitórias e 1 empate) entre a 10ª e a 20ª jornada, a equipa viu-se envolvida directamente na luta pela subida de divisão, ocupando por essa altura o 2º lugar a 4 pontos da liderança e com uma ligeira vantagem sobre as outras 4 equipas envolvidas (Oficinas São José, MTBA, Leões Furnas e Novos Talentos) que estavam todas separadas por 3 pontos. Nessas circunstâncias a equipa foi-se apercebendo que o objectivo inicial de melhorar o 7º lugar do ano anterior estava praticamente alcançado e redefiniu o seu objectivo apontando ao 2º lugar embora soubesse que seria muito difícil alcançá-lo, pois tratavam-se de 6 equipas para 2 lugares e estávamos perante conjuntos de grande qualidade, com destaque para o Rangel e os Leões das Furnas, ambas constituídas por planteis recheados de grandes jogadores e melhor apetrechadas financeiramente.
No último e decisivo terço do campeonato a JOMA ficou um pouco aquém do desejado, principalmente nos jogos fora onde não mais conseguiu vencer (4 derrotas e 1 empate, contra 4 vitórias e 1 derrota em casa). A 1ª dessas derrotas surgiu no terreno das Oficinas num jogo com alguma infelicidade em que a JOMA não mereceu perder, com um golo decisivo muito consentido a 3 minutos do fim e com 3 livres de 10 metros desperdiçados na parte final impedindo a equipa de pelo menos pontuar. Na deslocação seguinte, na 23ª jornada, tivemos aquele que acabou por ser o jogo decisivo para a discussão do 2º lugar, com a visita ao MTBA. O jogo foi sempre dominado pela JOMA até 10 minutos do final, altura em que vencia por 2-1 e encostava literalmente o adversário ás cordas e num lance que daria o 3-1, com o GR batido, um outro jogador do MTBA impede a bola de entrar defendendo-a com a mão no risco de golo, num lance sem margem para qualquer dúvida, mas que os árbitros não sancionaram e na resposta o MTBA empata. Em vez do 3-1 estávamos com 2-2 e aí o jogo mudou com o choque anímico positivo para os da casa e negativo para a JOMA que acabou por perder 5-3.
Com esse jogo a JOMA acabou por cair para o 4º lugar, sendo que a equipa do MTBA, a partir daí, ganhou uma motivação extra e nunca mais perdeu até ao final do campeonato, cedendo apenas um empate e assegurou assim a subida de divisão.
A JOMA acabou por alcançar um meritório 3º lugar, mas não deixa de ficar com um amargo de boca, pois acaba por ser o 1º dos que não sobe de divisão.
Na nossa opinião, a melhor equipa campeonato foi a do Rangel que se sagrou campeã, logo seguida da dos Leões das Furnas, que no entanto, acabou por desiludir ao guindar-se apenas pelo 5º lugar final. A nossa equipa foi a seguir a estas a que melhor qualidade apresentou, apesar da excelente 1ª volta das Oficinas de São José que exibiu excelente futsal mas que na 2ª volta caiu um pouco do ponto de vista exibicional. O MTBA, apesar de não mostrar essa qualidade exibicional, mostrou sempre ser uma equipa muito experiente, com alguns dos seus principais jogadores muito maduros que souberam acima de tudo ser eficazes e quando assim é só há que felicitá-los pois o que conta são os pontos. Os Novos Talentos mostraram ser uma equipa aguerrida, por várias vezes caindo no exagero, mas sem os mesmos argumentos futsalísticos que as que referimos acima.
Referência ainda para outras boas equipas presentes no campeonato, nomeadamente o Santana e a Manjoeira recheados de bons valores individuais, além do CAD e ACC.
O Atlético acabou por ser a desilusão do campeonato, escapando á tangente á descida de divisão. O Colégio Marista também esteve a léguas do seu normal com uma equipa muito jovem e que acabou por ser a lanterna vermelha.
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