História do atletismo

História do Atletismo no clube

Inicialmente focada para o fundo, dada a falta de infra-estruturas, a modalidade começou por viver da carolice e empenhamento de colaboradores como Eduardo Vicente e Manuel Cardoso, começando a evidenciar-se na década de 80, sendo que daí para a frente o clube continuou a sua caminhada de prestigio da qual se destacam os seguintes acontecimentos,
 
1982 / 83
Conquista do 1º título regional colectivo em Iniciados (corta-mato)
Nesta época a JOMA tem pela 1.ª vez um atleta convocado para representar Portugal: Fernando Ferreira (Campeonato do Mundo de Corta Mato em Juniores na Grã Bretanha)
1984 / 85
Primeiro título nacional conquistado por um atleta do clube: José Dias nos 5000m em pista, juniores.
O mesmo atleta representou Portugal nos Mundiais de Pista em juniores sendo 7.º e bateu o recorde nacional do seu escalão nos 3000m até aí na posse do medalhado olímpico, António Leitão
1988 / 89
A JOMA vence pela 1.ª de muitas vezes o Torneio da Câmara Municipal de Oeiras em estrada.
1991 / 92
Bruno Fraga vence o título Nacional DN Jovem em pista em 1500m iniciados, e o Km Jovem Nacional (1000m).
1993 / 94
Inicia-se o Troféu “Sintra-a-correr” organizado pela Câmara Municipal de Sintra que a JOMA vence e continua a dominar durante mais de uma década. 
1994 / 95
Lucília Soares, não obstante a sua idade, era nesta altura a atleta mais em evidência no clube vencendo várias provas de renome no panorama do calendário nacional de estrada e corta mato.
Em masculinos um dos atletas mais importantes até então, Rui Palma, estava prestes a retirar-se emergindo um sucessor, Mário Gamito, o mesmo sucedendo com Lassalete Mineiro em femininos.
1995 / 96
1.ª subida ao pódio numa competição colectiva de âmbito nacional:
3.º lugar no Nacional de Corta Mato em juvenis femininos.
Nesta época, com a conclusão da pista de atletismo no estádio do Real Sport Clube (após uma longa luta travada pela JOMA conjuntamente com a autarquia), deu-se a entrada no clube da Prof. Ana Oliveira que foi admitida para coordenadora técnica da Secção de Atletismo. Com a sua entrada inicia-se uma nova fase no desenvolvimento da modalidade no clube, passando a efectuar-se um trabalho visando as disciplinas técnicas, além das corridas de fundo.
Na época seguinte juntou-se a ela o Prof. José Uva com a missão de descobrir, integrar e desenvolver, a médio prazo, jovens talentos para o clube.  
Pela 1.ª vez a JOMA é apurada para disputar um campeonato nacional de clubes em pista, obtendo o 6.º lugar na 3.ª Divisão em femininos
1996 / 97
A JOMA apura-se para disputar a principal divisão do nacional de clubes em femininos obtendo o 8.º posto e para a 2.ª divisão nacional em masculinos (4.º lugar).
Nas camadas jovens a JOMA faz-se representar em todos os campeonatos nacionais, sendo vice campeão em juvenis masculinos.
Começa a despontar entre outros, uma moça aplicada e estudiosa, treinada pelo Prof. António Sebastião, chamada Naide Gomes que, ainda júnior, obtém o primeiro título nacional absoluto individual para o clube, ao vencer o salto em altura nos Campeonatos de Portugal.
Neste ano a JOMA obteve 28 títulos regionais individuais em pista nos escalões jovens, e começa a aparecer nas listas do distrito de Lisboa como um clube a ter em conta, presente nos campeonatos distritais em todos os escalões.
Outro jovem a destacar-se foi Nouzalter Abreu, chamado a representar Portugal nos Campeonatos da Juventude Europeia nos 110m barreiras realizados em Lisboa.
Neste ano a Câmara Municipal de Sintra lançou outro troféu o “Sintra atleta jovem” que o JOMA venceu e também dominou por muitos anos.
1997 / 98
Chega finalmente o primeiro título nacional colectivo, com a vitória no Campeonato Nacional de Corta Mato em juniores femininos (Alexandra Silva, Sandra Cancela, Vera Nunes e Cristina Inácio), em Santarém.
A JOMA movimenta nesta época cerca de duzentos atletas, 145 dos quais federados.
A JOMA vence pela 2.ª vez o Troféu Nuno Nogueira promovido pela Associação de Atletismo de Lisboa e assume-se como o principal clube do distrito nos escalões de formação.
Em seniores a equipa feminina sobe para 6.º lugar na 1.ª divisão em pista e conquista o 2.º lugar colectivo no Nacional de Estrada
 1998 / 99
Por motivos ligados á sua vida pessoal a Prof. Ana Oliveira vai dar aulas e viver para o Algarve ainda antes de terminar a época 97/98. Vem então o Prof. João Abrantes para o seu lugar e imprime ao projecto uma dinâmica ainda maior, levando a JOMA a um lugar de relevo no atletismo nacional.
Neste ano a JOMA vence o campeonato nacional de juniores masculinos em pista coberta e o de juvenis femininos ao ar livre.
Em seniores a equipa feminina consegue ser vice campeã nacional em pista coberta e 3.ª em pista ao ar livre e a equipa masculina sagra-se campeã nacional da 2.ª divisão.
Destaque para o recorde nacional de juniores em pista coberta no triplo salto, através de Nouzalter Abreu, atleta que obteve mínimos para participar no Campeonato da Europa de juniores onde ficou á beira das medalhas, obtendo um excelente 4.º lugar e ainda para a obtenção de mínimos para participar no Campeonato do Mundo de pista coberta em seniores por parte da principal figura da equipa Isabel Abrantes nos 60m barreiras no qual, devido a lesão, acabou por não participar.
1999 / 00
A JOMA continua a progredir cada vez mais, a equipa feminina de seniores repete as classificações do ano anterior e a equipa masculina, já na 1.ª divisão, obtém o 5.º lugar quer em pista coberta quer ao ar livre.
Nos escalões jovens, apesar de não obter nenhum título nacional colectivo, a JOMA sobe ao pódio colectivo em todos os campeonatos nacionais de juniores e juvenis quer em pista coberta quer ao ar livre e obtém outro no corta mato. Tal desempenho leva a que a JOMA seja 2.º no “Troféu Super Clube FPA” (ponderação de todas as especialidades do atletismo em todos os escalões) em femininos e 3.º em masculinos. Isabel Abrantes obtém o 1.º recorde nacional absoluto de um atleta da JOMA ao registar 13”14s nos 100m barreiras, obtido pouco antes dos Jogos Olímpicos de Sidney, ficando a escassos quatro centésimos dos mínimos olímpicos e apesar de demonstrar excelente momento de forma, a justificar a chamada, fica de fora devido ao critério do seleccionador nacional.
A JOMA leva a cabo em Junho de 2000, na pista do Real Sport Clube, o 1.º Meeting JOMA Jovem destinado aos escalões de formação, que passa a realizar-se todos os anos, juntando-se a outra organização anual e ininterrupta do clube desde 1982, o seu Grande Prémio de estrada.
Entretanto, em função deste trabalho o presidente do clube João Pedro Cardoso é reconhecido pela Associação de Atletismo de Lisboa como dirigente do ano (já anteriormente tinha sido agraciado com a medalha de mérito municipal pela Câmara Municipal de Sintra).
2000 / 01
Mais uma excelente época no seguimento das anteriores, marcada pela obtenção da primeira medalha (de prata) de uma atleta do clube em grandes competições internacionais, concretamente nos Campeonatos da Europa de juniores na Itália por Patrícia Lopes, atleta também treinada por outro treinador do clube, o Prof. Carlos Silva.
A equipa de seniores masculina melhorou para 4.ª a sua classificação colectiva na pista coberta e a feminina manteve-se como vice campeã nacional em pista coberta e ar livre aproximando-se como nunca do Sporting (8 pontos de diferença).
Nesta época a JOMA teve também, pela primeira vez, atletas a representar Portugal em grandes competições internacionais ao nível sénior, com Isabel Abrantes e Marta Godinho seleccionadas para os Campeonatos do Mundo de pista coberta realizados em Lisboa no pavilhão Atlântico e Inês Monteiro para o Europeu de corta mato na Suécia.
Destaque ainda para o 2.º lugar no Nacional de Estrada em femininos.
Em consequência deste trabalho emergente, a JOMA é nomeada pelo Ministério da Juventude e Desporto para receber o prémio “Jovens no desporto - Reconhecer o mérito”
2001 / 02
Apesar de a nível individual ter sido um ano de menor destaque, a nível colectivo a JOMA em seniores femininos é pela 4.ª vez seguida vice campeã nacional em pista coberta e pela 2.ª vez ao ar livre.
2002 / 03
Com Luís Miguel a assumir a liderança da secção, onde se manteve até 2006/07, inicia-se outro ciclo em que o atletismo do clube deixa de ser conduzido por um técnico, passando a própria secção a tratar dos aspectos logísticos e da contratação dos atletas e os treinadores a preocuparem-se apenas com as questões técnicas.
Ao nível dos resultados os atletas treinados pelo Prof. João Abrantes voltaram a brilhar e além das habituais Isabel Abrantes, Marta Godinho e Céu Nunes começaram a destacar-se jovens valores como Jorge Paula, Dannilson Ricciulli, André Destapado e Yazaldes Nascimento.
Por outro lado o trabalho a prazo do Prof. José Uva começava agora a dar os seus frutos através de jovens valores como Andreia Felisberto, Lenira Santos, Patrícia Mamona, Pedro Almeida e Milton Dias. Este último marcou decisivamente a época ao conquistar a primeira medalha de ouro em competições internacionais para um atleta da JOMA ao vencer o Festival Olímpico da Juventude Europeia em Paris. Foi ainda 5.º e melhor europeu no Mundial de juniores disputado no Canadá e bateu por 6 vezes durante a época o recorde nacional do seu escalão nos 400m barreiras.
Estes sete (retirando Paula e Ricciulli) jovens valores que se começaram a destacar venceram todos eles por esta altura o troféu “Olímpico Jovem Nacional”.
Como corolário de todo este talento, o clube voltou a conquistar um título nacional por equipas ao sagrar-se campeão nacional de juvenis masculinos (e vice campeão em femininos e juniores masculinos).
Em seniores a JOMA continuou vice campeão nacional feminino embora em pista coberta tenha descido para o 3.º lugar, por troca com o Porto. A equipa masculina regressou á 1.ª divisão obtendo o 6º. lugar.
Referência ainda para Inês Monteiro que se sagrou Campeã Nacional de Estrada, outra estreia para atletas de Monte Abraão.
Após as excelentes prestações obtidas em 1999/00 e 2000/01, 2002/03 tornou-se a melhor época de sempre até então no que diz respeito a resultados
2003 / 04
Uma época histórica para a JOMA.
Parecia difícil fazer melhor que a época anterior mas mera ilusão. A equipa voltou a superar-se. Começou no Campeonato Nacional de estrada com a revalidação do título nacional de Inês Monteiro, com a equipa feminina a ser vice campeã nacional e a equipa masculina a obter a sua melhor classificação de sempre nesta competição em 7.º lugar.
A JOMA assumia-se como um clube de atletismo total, apostando quer na pista quer na estrada e no corta mato e em todos os escalões.
Nesta época a JOMA esteve presente em todos os 23 campeonatos nacionais colectivos de atletismo realizados em Portugal, em todas as vertentes da modalidade e em todos os escalões, feito sem igual em todo o país.
Nesses 23 campeonatos a pior classificação que obteve foi um 9.º lugar (corta mato longo masculinos), logrando ainda quatro 7.ºs lugares, dois 6.ºs, dois 5.ºs e 14 presenças em pódios colectivos com quatro 3.ºs lugares, cinco 2.ºs lugares e cinco títulos de campeão nacional na mesma época, algo de inédito no clube até então (o máximo eram 2 títulos nacionais numa época).
Essas vitórias foram nos seguintes campeonatos nacionais: juvenis masculinos de corta mato, juniores femininos em pista coberta, juvenis e juniores femininos em pista ao ar livre e Taça Nacional de Velocidade e barreiras em pista coberta.
Realce para a equipa sénior feminina de corta mato que foi vice campeã pela primeira vez.
A equipa sénior feminina de pista recuperou ao Porto o 2.º lugar em pista coberta e manteve-se pelo quarto ano consecutivo vice campeã nacional ao ar livre. Mas, já no período de Inverno, a equipa de seniores femininos da JOMA tinha feito uma surpresa ao sagrar-se campeã regional em pista coberta, batendo a do Sporting, feito que ninguém obtivera durante mais de uma década.
Para conseguir tais resultados a JOMA contou com 214 atletas federados, um número recorde para o clube, sendo por larga margem o clube com mais atletas em Portugal.
O clube é pela 2.ª vez nomeado pelo governo através do IDP para a atribuição do prémio “Reconhecer o mérito”, isto meses antes de o clube ser finalmente reconhecido como instituição de utilidade pública.
O grande destaque individual vai para Inês Monteiro que conseguiu concretizar o sonho que Isabel Abrantes tinha estado muito perto quatro anos antes, a presença de um atleta do clube a representar Portugal nos Jogos Olímpicos. Inês foi a primeira a fazê-lo, em Atenas, nos 5000m.
Entretanto, por cá, Patrícia Mamona continuava a bater recordes nacionais (sete ao longo da época) e o fundista Sérgio Silva destacava-se, não só no atletismo, mas também na sua especialidade o duatlo, modalidade de que se tornaria mais tarde campeão do mundo de esperanças.
Neste ano a JOMA, em colaboração com a Câmara Municipal de Sintra organiza a 1.ª edição do Meeting de Sintra, que se junta assim aos outros dois eventos anuais do atletismo do clube (G. P. JOMA e Meeting JOMA Jovem).  
2004 / 05
Inês Monteiro revalida o seu título de campeã nacional de estrada (3.ª vez consecutiva) e por um triz não conquista outro título inédito o de campeã nacional de corta mato (foi vice campeã).
Por sua vez a marchadora Vera Santos sagra-se campeã nacional de marcha.
Nesta época a JOMA continua a marcar presença em todos os campeonatos nacionais, excepto no corta mato em juniores femininos, e repete a vitória no Nacional de juvenis femininos em pista.
Foi vice campeão em seis desses campeonatos e sobe ao pódio em 14.
As equipas de seniores em pista obtêm a sua melhor prestação até então com a feminina a ser novamente vice campeã em pista coberta e ar livre e a masculina 4.ª em pista coberta e 5.ª ao ar livre. Nédia Semedo e Sandra Tavares obtêm mínimos para estarem presentes no Campeonato do Mundo de pista coberta (Nédia obteve um honroso 7.º lugar).
Esta época fica marcada pela presença da equipa júnior feminina da JOMA na Taça dos Clubes Campeões Europeus em Belgrado, na sequência da conquista do ceptro nacional desse escalão na época anterior.
Apesar de desportivamente os resultados não terem sido os melhores (8.º e último lugar), não deixou de ser mais um acontecimento histórico para o clube. Naide Dias e Patrícia Mamona obtiveram as melhores prestações obtendo ambas 2.ºs lugares.
Mercê do trabalho desenvolvido é atribuído ao clube a Medalha de Mérito Grau Ouro pela Câmara Municipal de Sintra
2005 / 06
Mais dois títulos nacionais colectivos: Sub 23 femininos em pista coberta e juniores femininos ar livre.
A JOMA sobe ao pódio em quinze campeonatos e é vice campeão nacional em sete.
Mais um momento marcante na história do clube foi a participação na Taça dos Clubes Campeões Europeus, Grupo A, de forma um tanto ou quanto inesperada uma vez que resultou da renúncia do campeão nacional, o Sporting, por razões financeiras e desportivas (praticamente inevitável a descida ao Grupo B). Em consequência e um pouco em cima da hora foi convidado o vice campeão nacional que apesar de ter como praticamente certa a descida ao Grupo B e de estar privado do concurso da sua melhor atleta, Isabel Abrantes, por lesão, decidiu avançar para tentar ter uma presença que dignificasse o seu país em Valência. Assim aconteceu, com a JOMA, ainda assim, a conseguir escapar ao último lugar á frente das francesas do Montreuil, mas a não evitar a descida.
Aqui ficam os nomes das atletas presentes em Valência: Patrícia Mamona (100m barreiras e triplo), Olesya Pogorelova (400m, 400m barreiras e 4x400m), Céu Nunes (800m, 1500m e 4x400m), Oksana Kaidash (100m, 200m, 4x100m), Laura Azevedo (3000m obstáculos), Sandra Amaro (3000m), Filipa Coelho (5000m), Marta Godinho (comprimento e 4x100m), Marisa Anselmo (altura), Sara Negrões (vara), Cristiana Oliveira (peso), Irina Sustelo (disco e martelo), Ana Pires (dardo), Severina Cravid (4x100m e 4x400m), Andreia Felisberto (4x100m), Lenira Santos (4x400m), Ana Furtado e Vera Barbosa (suplentes), Prof. João Abrantes e José Uva (treinadores).
Além desta participação, a JOMA viu vários atletas seus a serem medalhados em competições internacionais, com Marisa Anselmo a ser medalha de ouro nos Jogos da Lusofonia em Macau e Patrícia Mamona, no mesmo evento, a obter duas medalhas de bronze (salto em comprimento e triplo salto) e Renato Silva bronze nos 1500m. Dário Manso foi medalha de prata nos Jogos Ibero-americanos no lançamento do martelo.
Destaque para a participação de 2 atletas no Campeonato do Mundo de juniores em Pequim (Patrícia Mamona e Marisa Anselmo) com Patrícia Mamona a ser 4.ª no triplo salto e para o apuramento de dois atletas do clube para os Campeonatos da Europa de seniores (Vera Santos e António Pereira), com Vera Santos a conquistar um excelente 8.º lugar.
A JOMA viu ainda três atletas seus convocados para representar Portugal na Taça da Europa (Patrícia Mamona, Marisa Anselmo e Jorge Paula).
Além de tudo isto, a JOMA obteve o melhor conjunto de classificações nos Campeonatos Nacionais de seniores em pista ao subir ao pódio em todos eles, mantendo o 2.º lugar em femininos e de forma inédita a subir ao 3.º lugar em masculinos quer em pista coberta quer ao ar livre (em toda a história dos Campeonatos de pista coberta no sector masculino apenas por uma vez outro clube se tinha intrometido no pódio sem ser um dos três grandes, o Maia A.C. e em ar livre apenas dois clubes além dos três grandes tinham subido ao pódio em femininos e masculinos no mesmo ano: o CIPA em 1991 e o CDUL em 1983).
Neste ano a atleta Patrícia Mamona foi uma das cinco nomeadas pela Confederação do Desporto de Portugal para “Atleta do Ano” na categoria de “Promessas”, ficando em 3.º lugar atrás do futebolista Ricardo Quaresma e do triatleta João Silva.
Tudo somado e outra época inesquecível para o clube.
2006 / 07
Mais um título de campeão nacional em sub 23 (Esperanças) femininos com o de juniores femininos a escapar apenas por um ponto para o Braga.
Alem desse 2.º lugar, o JOMA é vice campeão em mais quatro campeonatos nacionais, sendo a equipa feminina de seniores vice campeã pela 7.ª vez consecutiva em pista e pela 8.ª vez em nove anos em pista coberta.
O clube consegue pela primeira vez juntar quatro atletas seus na selecção nacional para disputar a Taça da Europa (Carla Tavares, Marisa Anselmo, Marta Godinho e Yazaldes Nascimento).
Realce neste ano para o convite endereçado ao clube para se fazer representar num dos mais prestigiados meetings internacionais, nomeadamente o Meeting de Osaka no Japão, com uma estafeta feminina de 400m, que foi composta por Carla Tavares, Céu Nunes, Lenira Santos e Vera Barbosa.
A equipa portuguesa foi 3.ª classificada, batida por dois colossos do atletismo mundial, as selecções dos Estados Unidos da América e do Japão. Uma oportunidade única de uma delegação do clube privar durante alguns dias com alguns dos melhores atletas do planeta, como o recordista mundial dos 110m barreiras Liu Xiang, o campeão mundial dos 400m Jeremy Wariner, a campeã olímpica Skolimowska, entre outros.
O evento, exemplarmente organizado, decorreu no estádio onde meses depois se disputaram os Campeonatos do Mundo, que contaram com a presença de dois atletas da JOMA a representar Portugal, Vera Santos e António Pereira, que conseguiram duas honrosas classificações, 11.ª e 15.º respectivamente.
Estes dois atletas confirmaram nesta prova e a um ano de distância a presença nos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, cumprindo os mínimos de participação nas Olimpíadas.
2007 / 08
Mais um ciclo que chega ao fim no atletismo do clube com a saída de Luís Miguel, volvidos cinco anos, entrando José Abreu para a chefia da secção.
O Prof. João Abrantes decide também abandonar o clube.
O ponto alto da época é a participação de Vera Santos e António Pereira nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Vera Santos que já obtivera antes uma excelente medalha de bronze na Taça do Mundo de marcha, competição disputada na Rússia.
Em seniores femininos a equipa da JOMA, algo desfalcada, devolve o 2.º lugar ao Porto, mas subindo ao pódio quer em pista coberta quer ao ar livre.
2008 / 09 
Uma época marcada por nova redução orçamental mas que desportivamente até correu bastante bem, pois colectivamente a equipa igualou a melhor classificação nos campeonatos de clubes ao ar livre ao ser 2ª em femininos e 3º em masculinos tal como em 2005/06, sendo respectivamente 3ª e 4º na pista coberta (em 05/06 havia sido 2º e 3º). Relevância para o regresso aos títulos nacionais colectivos (após um ano de interregno) com a vitória nos Campeonatos Nacionais de Sub 23 Femininos. Individualmente o destaque vai para Vera Santos que obteve um sensacional 5º lugar nos 20 km marcha nos mundiais de Berlim, talvez a melhor prestação individual da história do clube. Já António Pereira não conseguiu repetir a sua prestação dos Jogos Olímpicos acabando por desistir. Destaque também para Patrícia Mamona que alcançou o recorde nacional absoluto no triplo salto e além de ter obtido um honroso 5º lugar (melhor classificação da representação portuguesa) nos Campeonatos Europeus de Sub 23, Patrícia conquistou ainda o ouro nos 2ºs Jogos da Lusofonia disputados no nosso país.
Também em grande destaque outros produtos da formação do clube como Diogo Ferreira que bateu por 4 vezes o recorde nacional de juniores do salto com vara estando presente nos Campeonatos na Europa de Juniores na Sérvia; Vera Barbosa, Rasul Dabó e Andreia Felisberto que também representaram a selecção nacional. Todos estes atletas têm duas características em comum: O facto de serem jovens e de só terem conhecido um clube ao longo da sua carreira, a JOMA
2009 / 10 
Uma época marcada por dificuldades pois, a juntar ás financeiras (A Câmara Municipal nesta época pura e simplesmente não atribuiu qualquer verba ao clube), assistimos a uma situação increditável. O clube deixou de ter acesso á pista do Real S.C., infra-estrutura que foi a mola do crescimento desportivo do atletismo do clube e do concelho e onde foram “fabricados” alguns dos actuais expoentes do atletismo português. Uma pista que foi totalmente construída com o dinheiro da autarquia ficou assim sem estar á disposição de quem efectivamente a utilizava, devido á absoluta incompetência dos executivos camarários que não souberam fazer valer o facto de a pista ter sido paga com dinheiros públicos para assegurar que a mesma fosse devidamente utilizada pelo município. O Real entendeu passar a cobrar pela utilização da pista e como resultado passámos a ter uma infra-estrutura única no concelho completamente ás moscas sem ninguém a usar e com o JOMA a ficar com a modalidade hipotecada para o futuro. Só em Portugal, ou melhor, só mesmo em Sintra. A JOMA passou a utilizar a pista do Monte da Galega no Concelho da Amadora, gentil e gratuitamente cedida pela Câmara da Amadora, mas lógicamente não dispondo de condições para transportar para lá uma grande quantidade de atletas, pelo que o número de praticantes foi substancialmente reduzido. No entanto, como que por milagre, os resultados desportivos continuaram a aparecer com a JOMA a conseguir subir ao pódio nos Nacionais de clubes quer em femininos (á frente do Benfica com igualdade pontual) quer em masculinos (na pista coberta também 3º em femininos mas 8º em homens) e a repetir o título nacional de sub 23 femininos após grande luta com o Benfica. Individualmente o destaque vai para duas atletas: Vera Santos que continuou a mostrar grande regularidade nas grandes competições ao ser 6ª nos Europeus de Barcelona, mas que além disso foi 2ª na Taça do Mundo no México e chegou a ser líder mundial dos 20 km marcha, fazendo uma grande época em que se afirmou como a melhor especialista portuguesa; O outro destaque vai para Patrícia Mamona, um produto da formação da JOMA e do trabalho desenvolvido na pista do Real S.C., uma atleta que representa a JOMA desde os 11 anos de idade e que com 23 numa época em que bateu por cinco vezes o recorde nacional do triplo salto, que já lhe pertencia desde o ano anterior, obteve marca que lhe permitiu estrear-se em grandes competições, nomeadamente nos Campeonatos da Europa de Barcelona. Das 25 atletas presentes na sua prova ela tinha a 19ª melhor marca o que não lhe permitia grandes ambições. Mas Patrícia mostrou a fibra de que é feita e bateu novamente o recorde nacional conseguindo sensacionalmente o apuramento para a final ao ser a 12ª e última das apuradas. Final essa em que contra todas as expectativas conseguiu o 8º lugar que lhe permitiu participar nos 3 saltos finais. Brilhante! 
Por último referência ainda para António Pereira que também esteve presente em Barcelona mas desistiu e para Vera Barbosa e Cátia Nunes que foram seleccionadas para representar a selecção nacional na Taça da Europa. Rasul Dabó idem nos Jogos Ibero-Americanos. 
2010 / 11
Outra época caracterizada pelas dificuldades orçamentais e falta de condições logísticas para desenvolver um bom trabalho, uma vez que a pista do Real S. C. continuou a não ser utilizada, continuando o clube a treinar na Amadora. José Abreu, saturado com este tipo de injustiças, decidiu sair do clube para dedicar mais tempo á sua vida familiar, após 3 épocas desgastantes. E não foi o único, pois face á falta de condições financeiras e de treino e face ás ofertas do Benfica e Sporting, o Prof. José Uva também saiu (após 15 anos de ligação á JOMA), bem como os principais atletas do clube, nomeadamente Vera Santos, Patrícia Mamona, Vera Barbosa, Cátia Nunes e Ricardo Jaquité para o Sporting e Rasul Dabó e Frederico Eusébio para o Benfica. Perante esta debandada o Presidente João Pedro Cardoso chamou a si a liderança da secção, com a ajuda de Carlos Fragoso, indo buscar para a coordenação técnica a ex-atleta do clube Pró. Maria do Céu Nunes.  Ainda assim e embora não ganhando títulos colectivos, a JOMA ainda conseguiu subir ao pódio no Campeonato Nacional de clubes Feminino, só batida por Sporting e Benfica; foi a 13ª presença seguida no pódio, lugar que também alcançou em Sub 23 na pista coberta. Individualmente destaque para a presença de Andreia Felisberto na selecção nacional que disputou o Campeonato da Europa das Nações (antiga Taça da Europa), um prémio bem merecido para a sua dedicação á modalidade e ao clube e também para Carla Salomé Rocha que foi 7ª na final dos Campeonatos da Europa de sub-23 nos 10000m e que além disso participou na equipa nacional de corta mato no Campeonato do Mundo de seniores e no Campeonato da Europa de sub 23.